O Inicio - A invasão da Polônia

A Invasão da Polônia foi o evento que determinou o início da Segunda Guerra Mundial. Na década de 1930, o clima de tensão pairava na Europa. A expansão dos regimes autoritários na Itália e na Alemanha criava certa instabilidade no continente. A situação era consequência ainda da Primeira Guerra Mundial, que afundou os derrotados em conjunturas delicadas. Nesta época, o país mais prejudicado foi a Alemanha, que passou a ser liderada por Adolf Hitler na década de 1930.

Hitler iniciou uma política autoritária que permitiu certa recuperação econômica alemã, isso atraiu ainda a população do país para seu lado. Enquanto isso, o exército alemão ia se preparando, fortificando suas estruturas. Hitler comandou diversas manobras políticas para aumentar o território da Alemanha ainda antes do início da Segunda Guerra Mundial.

A Invasão da Polônia pelos nazistas ocorreu no dia primeiro de setembro de 1939. A operação, também chamada de Operação Fall Weiss, teve início logo nas primeiras horas da madrugada quando um encouraçado alemão abriu fogo contra as guarnições polonesas. Poucas horas depois, tropas nazistas já avançavam pelo território polonês pelo Norte e pelo Sul.

Os nazistas argumentaram que a invasão era uma resposta a um ataque polonês feito a uma estação de rádio alemã. Entretanto, ficou provado mais tarde que era apenas um pretexto para invasão. Contra os ataques alemães, França, Reino Unido, Canadá, Nova Zelândia e Austrália declararam guerra aos nazistas, no dia 3 de setembro. No mês de setembro, no dia 17, a União Soviética declarou guerra à Polônia e invadiu o país também, pelo Leste. A Segunda Guerra Mundial começava então a tomar forma.

O exército alemão, Wehrmacht, utilizou suas melhores unidades para invadir a Polônia. Utilizando a tática da Guerra Relâmpago, os alemães atacaram com 630 mil soldados pelo Norte e mais 886 mil soldados pelo Sul. Os 559 batalhões de infantaria que a Alemanha possuía rapidamente quebraram as linhas de defesa dos poloneses e iniciaram o cerco à capital já no dia 10 de setembro. Para piorar, os soviéticos atacaram com mais 800 mil soldados.

A Polônia possuía 376 batalhões de infantaria e aproximadamente 950 mil soldados. Os poloneses poderiam espalhar as forças pela fronteira com a Alemanha e recuar até o rio Vístula para estabelecer a linha defensiva ou montar a defesa diretamente na linha do rio. O general polonês Rydz-Smigly escolheu começar pelas fronteiras, mas o exército não foi capaz de barrar os esforços de invasão dos nazistas, assim como a dos soviéticos.

Rapidamente os poloneses foram cercados nas cidades e o território foi completamente dominado no dia 6 de outubro de 1939, causando a fuga dos governantes para a Inglaterra.

Para os alemães, a operação foi um treinamento onde puderam corrigir os erros para a guerra maior que viria. O exército alemão foi reformulado e as técnicas da Guerra Relâmpago se tornaram ainda melhores.



Avanços do Eixo (1940)

A Alemanha invadiu a França, Bélgica, Países Baixos e Luxemburgo em 10 de maio de 1940. Os Países Baixos e a Bélgica foram invadidos através de táticas de blitzkrieg em poucos dias e semanas, respectivamente. A linha fortificada francesa conhecida como Linha Maginot e as forças aliadas na Bélgica foram contornadas por um movimento de flanco através da região densamente arborizada das Ardenas, considerada erroneamente pelos planejadores franceses como uma barreira natural impenetrável contra veículos blindados.

As tropas britânicas foram forçadas a evacuar do continente em Dunquerque, abandonando o seu equipamento pesado no início de junho. Em 10 de junho, a Itália invadiu a França, declarando guerra ao governo francês e ao Reino Unido; 12 dias depois, os franceses se renderam e o território de seu país foi logo dividido em zonas de ocupação alemãs e italianas, além da criação de um Estado fantoche colaboracionista alemão desocupado chamado França de Vichy. Em 3 de julho, os britânicos atacaram a frota francesa na Argélia para evitar a sua eventual tomada pela Alemanha.

Em junho, durante os últimos dias da Batalha da França, a União Soviética anexa à força Estônia, Letônia e Lituânia61 e, em seguida, conquista a disputada região romena da Bessarábia. Enquanto isso, a aproximação política e a cooperação econômica nazi-soviética gradualmente se paralisa e ambos os Estados começam os preparativos para a guerra.

Com a França neutralizada, a Alemanha começou uma campanha de supremacia aérea sobre o Reino Unido (a Batalha da Grã-Bretanha) para se preparar para uma invasão. A campanha fracassou e os planos de invasão foram cancelados até setembro. Usando os portos franceses recém-capturados, a Kriegsmarine (marinha alemã) obteve sucesso contra a melhor preparada Marinha Real, usando U-Boots contra os navios britânicos no Atlântico. A Itália começou a operar no Mediterrâneo, com o início do cerco de Malta em junho, a conquista da Somalilândia Britânica em agosto e em uma incursão no Egito, que então era administrado pelos britânicos, em setembro de 1940. O Japão aumentou o bloqueio contra a China em setembro, ao capturar várias bases no norte da agora isolada Indochina Francesa.

No final de setembro de 1940, o Pacto Tripartite unia o Império do Japão, a Itália fascista e a Alemanha nazista para formalizar as Potências do Eixo. Esse pacto estipulou que qualquer país, com exceção da União Soviética, que atacasse qualquer uma das Potências do Eixo seria forçado a ir para a guerra contra os três em conjunto. Durante este período, os Estados Unidos continuaram a apoiar o Reino Unido e a China, introduzindo a política de Lend-Lease que autorizava o fornecimento de material e outros itens aos Aliados e criava uma zona de segurança que abrangia cerca de metade do Oceano Atlântico, onde a Marinha Americana protegia os comboios britânicos. Como resultado, a Alemanha e os Estados Unidos viram-se envolvidos em uma sustentada guerra naval no Atlântico Norte e Central em outubro de 1941, apesar de os Estados Unidos terem se mantido oficialmente neutros.

O Eixo expandiu-se em novembro de 1940, quando a Hungria, a Eslováquia e a Romênia aderiram ao Pacto Tripartite. A Romênia faria uma grande contribuição para a guerra do Eixo contra a URSS, parcialmente ao recapturar o território cedido à URSS e em parte para prosseguir com o desejo de seu líder, Ion Antonescu, de combater o comunismo. Em outubro de 1940, a Itália invadiu a Grécia, mas em poucos dias foi repelida e foi forçada de volta para a Albânia, onde um impasse logo ocorreu. Em dezembro de 1940, as forças britânicas da Commonwealth começaram contra-ofensivas contra as forças italianas no Egito e na África Oriental Italiana. No início de 1941, depois que as forças italianas terem sido afastadas de volta para a Líbia pela Commonwealth, Churchill ordenou uma expedição de tropas na África para reforçar os gregos. A Marinha Italiana também sofreu derrotas significativas, quando a Marinha Real colocou três de seus navios de guerra fora de ação depois de um ataque em Tarento e quando vários outros de seus navios de guerra foram neutralizados na Batalha do Cabo Matapão.

Batalha da Grã-Bretanha, também conhecida como Batalha da Inglaterra

Com a queda da França e a evacuação de Dunquerque, em meados de 1940, houve um breve período de trégua na Europa. Adolf Hitler estava certo de que a guerra havia terminado e a Inglaterra pediria um acordo de paz em pouco tempo, pois a situação britânica era péssima e sua aliada a França havia sido derrotada. Porém, o tempo passou e não houve nenhum sinal britânico.

Assim, Hitler decide atacar a Inglaterra a fim de derrotá-la em seu próprio território, numa ofensiva chamada Operação Leão Marinho. Porém antes disso seria necessário destruir completamente a Força Aérea Britânica – RAF ou a invasão seria fadada ao fracasso. Durante o mês de junho e início de julho de 1940, a Força Aérea Alemã revitalizou e reagrupou suas formações. Comparando as duas frotas de aviões, os alemães eram mais velozes e tinha maior rapidez de subida, já os britânicos tinham melhor manobralidade e mais bem armados. Os caças utilizados na batalha foram reconstruídos, e seus tanques diminuídos para portar mais armamentos – fato que seria problemático, pois os pilotos alemães tinham que voltar à França para reabastecer com frequência, dando tempo à RAF de se restabelecer. Para iniciar batalha a Luftwaffe reuniu 2 669 aeronaves operacionais, que incluía 1 015 bombardeiros, 346 caças de mergulho, 933 caças e 375 caças com armamento pesado.

No início de agosto começa a onde de ataques alemães às terras inglesas. Os ataques visavam objetivos militares, buscando a destruição de aeródromos, fábricas de avião e postos de controles aéreos. Os Britânicos possuíam apenas 347 caças Hawker Hurricane, 199 Supermarine Spitfire, 69 caças noturnos Bristol Blenheim e 25 Boulton Paul Defiant.

Apesar de a RAF ter um número muito inferior de aviões, começou a conquistar sucessivas vitórias que geraram grandes perdas para a Luftwaffe.

Atribui-se, em parte, essas vitórias ao sistema de comunicação inglês, que fazendo uso de uma tecnologia nova e ignorada pelos alemães, o radar, detectava as incursões alemãs, dando suporte aos seus caças. Outro fator era a própria localização geográfica, seguida da bravura dos pilotos da RAF, pois muitos pilotos que eram abatidos ejetavam-se e caiam em solo britânico e no mesmo dia voltavam a voar em outro avião. Fato impossível para os pilotos da Luftwaffe que quase sempre eram capturados quando aterrissavam em seus paraquedas.

Os ataques da tinham um curso rotineiro, diariamente os bombardeiros alemães escoltados sempre por um grupo de caças voava sobre o território inglês buscando destruir toda a possibilidade de suporte da RAF. Apesar das grandes perdas nas batalhas, o objetivo estava sendo cumprido, já que os ingleses não tinham como recuperar sua força aérea. A derrota seria eminente, se um fato não alterasse completamente o curso da batalha.

Em mais uma noite de bombardeios, no dia 24 de agosto de 1940, 170 bombardeiros alemães seguiam em direção à Inglaterra, porém, uma parte desses bombardeiros se desviou, devido a um erro de navegação e bombardearam o centro de Londres, distanciando totalmente dos objetivos militares.



Os ingleses deram fé de que o ataque tivesse sido intencional e na noite seguinte, 81 bombardeiros da RAF seguiram para Berlim, detonando um ataque surpresa, e o repetiram dias seguintes até o final do mês.

Furioso com a ousadia britânica, Hitler ordena a Goering que arrase a capital inglesa. Partindo deste ponto, os ataques alemães se voltaram exclusivamente a Londres, e parte dos objetivos militares foi esquecida.

A sucessão de ataques denominada blitz teve inicio em sete de setembro, e foi efetivamente mortal, pois as defesas de Londres e a própria RAF estavam despreparadas. Os ataques seguiam à noite, e as bombas incendiárias atingiam grande parte de Londres. O bombardeio noturno foi repetido até 3 de novembro, ininterruptamente.

Hitler, nesta altura ainda acreditava num possível tratado de paz, especialmente após as violentas incursões à capital inglesa, fato que para ele forçaria os ingleses pedir um acordo.

Dia 15 de setembro foi crucial da Batalha da Inglaterra. A Luftwaffe reuniu cerca de 1000 aviões para um ataque a Londres, mas a RAF também estava pronta para a batalha, e o fato do ataque ser de dia, anulou a superioridade numérica alemã.

A batalha durou o dia todo, e o céu de Londres se transformou num “inferno de máquinas voadoras”, com explosões e pedaço de fuselagens caindo por todos os lados. Ao anoitecer, a agilidade da RAF e a eficiência dos radares britânicos decidiram a batalha, os grupos de bombardeiros alemães eram rechaçados muito antes de chegarem a Londres. Quando os bombardeiros alemães conseguiam chegar a capital, os objetivos eram mudados devido às dificuldades e a ótima defesa promovida pelos caças ingleses; então deixavam suas bombas em qualquer lugar, e voltavam rapidamente para suas bases. Os resultados desse dia foram péssimos para a Luftwaffe. Piorando a situação alemã, naquela noite, o Comando de Bombardeiros da RAF atacou fortemente os navios nos portos de Boulogne e Antuérpia, causando numerosas baixas alemãs.

Coube a Adolf Hitler adiar temporariamente a operação Leão Marinho, não sabendo que suas chances de invadir a Inglaterra haviam sido perdidas.

Os bombardeios continuaram num ritmo menor que anteriormente, mas com ataques regulares. Tal situação foi positiva para a RAF, mas ruim para Londres; o objetivo era destruir capital completamente. Goering bombardeava Londres para desmoralizar os ingleses. Algum tempo depois os ataques diurnos ficaram raros, e além de bombardeios noturnos, que dificultavam a defesa, os ataques rumavam à altitudes cada vez mais superiores, chegando a 9.000m, impossibilitando qualquer chance de defesa.

Diariamente as bombas faziam ruir pouco a pouco toda a cidade. Casas, ferrovias, monumentos históricos, nada permanecia intacto e as explosões seguidas de chamas ocuparam a capital inglesa durante muitas semanas.

O número de bombardeio foi tão grande, que num dado momento, ainda que escondidos em porões e sob o risco de perderem suas residências, além do risco de morte; os cidadãos se acostumaram com os ataques noturnos. Tentavam gradativamente continuar com as suas vidas rotineiras que tinham antes da batalha. E ao invés de entrarem em pânico e pedirem a paz, uma motivação tomou os civis, militares e até a Família Real, que até caminhava pelos escombros incentivando a todos permanecerem firmes.

A resistência continuou até o termino dos bombardeios, em maio de 1941.

A Alemanha foi derrotada nessa batalha e orientou a guerra para outras frentes, conduzindo a maior parte do efetivo para o leste, na intenção de invadir a Rússia.

A Inglaterra venceu a batalha, mas Londres sofreu exageradamente com os bombardeios. Entre 7 de setembro a 13 de novembro a cidade foi atacada noturnamente por uma média de 160 aviões bombardeiros diariamente, somando 67 dias consecutivos de ataque e apenas 1 dia de trégua. Entre agosto e outubro de 1940, Londres sofreu com 13.755 toneladas de bombas explosivas e 14.421 recipientes de bombas incendiárias, não incluindo os seguintes meses de bombardeios até maio de 1941. No final de 1940, já havia 15.000 mortos.

Essa fase da guerra foi essencial para uma posterior derrota alemã. A mudança tática permitiu a Vitória inglesa e possibilitou o contra-ataque das forças aliadas posteriormente. “A minoria” venceu pela organização e força de vontade.



A Batalha da França, também conhecida por Queda da França

O exército francês agonizava, após a ruptura da frente de Sedan, queda da Bélgica, fuga da força expedicionária britânica, restando apenas a Linha Maginot. Esta era o baluarte principal de defesa francês, porém foi ignorada pelos alemães e deixada para trás, passando pelas Ardenas. No inicio da batalha, os aliados eram superiores às forças alemãs, se considerarmos o peso e o volume dos equipamentos e o número de soldados, porem a falta de liderança arruinou essas forças.

Quando o General Weygand assumiu o comando, os soldados franceses se sentiam mais otimistas. As instruções dadas por Weygand eram inteligentes, firmes e claras: abandonar a defesa linear organizar-se em profundidade fechar-se nos pontos de apoio cercado, não temer deixar-se ultrapassar pelos tanques. Mas era apenas uma questão de tempo, o exército alemão atacaria com as Divisões Panzer e a Infantaria juntos, o que ainda não tinha ocorrido, pois os Panzers avançaram rapidamente, deixando a Infantaria para trás. A Wehrmacht possuía 45 divisões, do Reno ao Canal da Mancha; contra apenas 27 divisões francesas. A supremacia alemã nas tropas de reserva era ainda maior, possuindo o dobro do número dos franceses. Além de que as divisões francesas eram inferiores em número de soldados em relação ao princípio. A tática francesa era o entrincheiramento nas cidades, não importasse se os panzers passassem, esperariam a infantaria para então tentar destruí-la.



Na madrugada do dia 5 de junho de 1940, inicia a segunda fase da invasão alemã a França. O Marechal Rommel com a 7ª Divisão Panzer cruza o rio Soma; Hoth com seus blindados seguem pela costa do Canal da Mancha, mas o assalto principal foi feito por Kleist, com duas Divisões Panzers, (mais de 1200 tanques), partindo de Amiens e Peronne foram para o sul, para pressionar a Linha Weygand. Os tanques avançaram facilmente, porem a infantaria foi detida pela defesa francesa, no final do dia a linha ainda estava em pé, mas totalmente desconexa. No dia seguinte, as tropas alemãs seguiram com pesados ataques, e os tanques franceses que tentavam conter os avanços dos alemães, eram atacados pela força aérea. Debaixo de um ataque deste porte, as tropas francesas começaram a se retirar mais para o sul. No dia 7, von Bock, penetrou em quase toda a Linha Weygand, a batalha do Soma estava praticamente vencida. Rommel dividiu o 10º Exército em dois, empurrando-os contra as costas do canal. Nesta mesma noite, os alemães distavam apenas 40 km de Ruão. Em 9 de junho, o Grupo de Exércitos de von Rundstedt, começou a cruzar o rio Aisne, e o General Weygand sabia que o fim era próximo.

De Gaulle, subsecretario da Defesa, foi a Londres pedir apoio maior dos ingleses, mas Churchill não quis arriscar o que restara da RAF, e manteve suas forças esperando pela Batalha da Inglaterra, que ele tinha certeza que viria. No dia 10, Rommel envolveu o 10º Exército francês, a vanguarda alemã chegou a Chateau Thierty as margens do rio Marne, isolando as tropas defendiam Paris das forças a leste que defendiam o Aisne. Guderian tendo o caminho livre após cruzar o Aisne, rumava a toda velocidade para o sul em direção a fronteira com a Suíça. Durante à tarde deste dia, a Itália declara guerra à França. Apesar das forças italianas não estarem aptas para a guerra, Mussolini quis se aproveitar do rápido avanço alemão e declarando guerra para pleitear maiores vantagens sobre a França quando esta fosse totalmente vencida. O governo francês decide abandonar Paris, e Reynaud, o Primeiro Ministro da França, junto com De Gaulle fugiram para Orleans.

A derrota já era um fato. No dia 11, Von Bock atravessou o Sena em vários pontos e com isso Paris estava cercada pelo oeste. As forças de Rundstedt, após cruzar o rio Aisne, ocuparam a cidade de Reims e seguiram em direção ao Marne. Guderian tinha ordens de cercar a Linha Maginot pela retaguarda, enquanto Kleist iria em direção ao Mediterrâneo. Alguns membros do governo e militares desejavam negociar com a Alemanha uma trégua. Reynaud, apoiado por De Gaulle, não aprovava a decisão. Weygand para evitar que Paris fosse palco de luta, ordenou a debanda de todas as tropas que ocupavam a cidade e declarou a cidade aberta. No dia 12, o General Hering abandonou a cidade em direção ao rio Loire, ficando apenas o General Dentz com a missão de render a cidade às forças alemãs.

No dia 14, unidades da vanguarda do 18º Exército de Von Kuchler entraram em Paris e ao meio dia, tropas do exército alemão desfilaram pela cidade. No Arco do Triunfo tremulava a bandeira nazista. Muitos civis fugiram da cidade, e os que ficaram presenciaram uma cena que marcaria a memória da França eternamente. A cidade estava sob domínio da Alemanha Nazista.

A ideia do armistício crescia, pois era nulo o efeito de sacrificar o exército francês. No mesmo dia, o General Alan Brooke, comunicou-se com Churchill, informando da derrota do exército francês e pediu a evacuação de todas as tropas inglesas, o que foi prontamente aceito. Logo depois, o governo francês saiu de Tours e se instalou em Bordéus. No dia seguinte De Gaulle foi a Londres pedir transporte do máximo das tropas francesas para a África do Norte. Tarefa impossível, pois no Exército francês já não havia organização alguma, sendo apenas unidades isoladas.

No dia 16, o conselho do governo francês deu início a uma histórica sessão. O Presidente da República Albert Lebrun comandou a reunião. O governo estadunidense, na pessoa de Roosevelt, já havia decidido não mandar tropas para a Europa. Reynaud ainda tentou persuadir seus colegas a não negociarem, porém sem respostas positivas, ele pediu demissão que foi aceita pelo presidente Lebrun. Este nomeou o Marechal Pétain como novo líder do governo. De Gaulle ao voltar da Inglaterra, se despediu ao saber da situação e retornou a Londres, onde iniciou uma luta para a libertação da França.

No dia 17, Pétain se dirigiu à nação pelo rádio anunciando que estavam em negociação os termos da rendição. Em 18 de Junho, Hitler comunica a Mussolini que aceitará a rendição francesa, permitindo que estes fiquem com sua Marinha, evitando que eles a entregassem aos ingleses e que apenas ocuparia os territórios do norte e da costa do Atlântico. Na tarde de 20 de junho, Huntziger, Leon Noel e mais três representantes das forças armadas se seguiram para Paris.

No dia seguinte, nos bosques de Compiègne, no vagão ferroviário – que Hitler ordenou ser retirado de um museu – onde os alemães assinaram a rendição ao fim da Primeira Guerra, Hitler os esperava; acompanhado de Goering, Hess, Raeder e Keitel. Os franceses ficaram boquiabertos ao verem o vagão. Assim Hitler aplicava a vingança da Alemanha contra a França e a batalha se encerrava.



Ataque a Pearl Harbor

O Ataque Japonês à Pearl Harbor foi uma operação surpresa do exército japonês que deixou as tropas estadunidenses inoperantes no Pacífico. O ataque resultou ainda na entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial.

A Segunda Guerra Mundial, com início em 1939, agrupava, em um bloco, os países com governos autoritários e que desejavam expandir seus regimes por outros territórios. Era o caso de Alemanha, Itália e Japão que passaram então a formar o bloco chamado de Eixo durante a guerra. Alemanha e Itália expandiram-se em parceria sobre o território europeu, maior palco da das duas guerras mundiais, enquanto o Japão protagonizava o autoritarismo no novo território da Segunda Guerra, a Ásia.

O Japão constituía o império chamado de nipônico, governado por um autoritário imperador, o qual não possuía boas relações com os Estados Unidos. Estes, não entraram na guerra desde o início do conflito em 1939, a participação dos Estados Unidos era indireta. Mas enquanto isso preparava seus exércitos e armamentos em suas bases localizadas em pontos estratégicos do planeta.

A base estadunidense de Pearl Harbor, localizada no Oceano Pacífico, era um importante ponto para a estratégia militar dos Estados Unidos e do que viria a serem mais tarde os Aliados. No correr do processo de expansão do Japão pelos territórios da Ásia, seria um grande problema caso os Estados Unidos entrassem na guerra e passassem a combater os japoneses. A ocorrência de tal situação atrasaria ou mesmo impossibilitaria os planos do Império Nipônico. Deste modo, o exército japonês, sob o comando de Nagumo, elaborou um ataque surpresa à base estadunidense visando neutralizar a ação do exército e da marinha dos Estados Unidos no Oceano Pacífico.

Na manhã do dia 7 de dezembro de 1941, a Marinha Imperial Japonesa atacou a ilha no Havaí onde estavam muitos militares estadunidense. Naquela manhã, os aviões dos japoneses passaram pelo radar, que havia sido instalado no dia anterior, confundidos com aviões do exército dos Estados Unidos. Alguns aviões estadunidenses foram abatidos no caminho pelos japoneses, que conseguiram alcançar o coração da base para o grande ataque.

Eram 353 aviões japoneses e mais cinco submarinos. Os aviões atacaram em duas vagas, a primeira, formada por 186 torpedeiros-bombardeiros vulneráveis, aproveitou a surpresa do ataque para bombardear os navios no porto; já a segunda vaga, formada por 168 aviões, atacou a base aérea naval e marinha no centro de Pearl Harbor.



Os estadunidenses não poderiam prever o ataque, ficando então vulneráveis na defesa. A oposição ocorreu apenas em fogo antiaéreo naval no decorrer da investida japonesa. O saldo do ataque foi cruel para os Estados Unidos, 11 navios e 188 aviões foram destruídos, deixando 2403 militares e 68 civis mortos. Além disso, mais 159 aviões ficaram seriamente danificados e 1178 pessoas feridas. Oficiais e líderes de vôo tentaram convencer o chefe da operação japonesa, Nagumo, a continuar o ataque e destruir os depósitos de combustíveis, fábricas e docas secas, mas ele resolveu retirar o ataque por causa de conjunto de fatores: a defesa tinha melhorado, uma terceira vaga teria que ser preparada, os pilotos não estava treinado, o combustível não era suficiente, um novo ataque seria muito tarde, a segunda vaga tinha completado a missão e era preciso garantir os porta-aviões japoneses para ataques planejados na Ásia. O saldo para o Japão foi de 29 aviões abatidos, 74 danificados e os cinco submarinos perdidos.

O Ataque Japonês à Pearl Harbor determinou a entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial e deu início à Guerra no Pacífico. Em 1941, os Estados Unidos declararam guerra ao Japão e, logo em seguida, a Alemanha declarou guerra aos Estados Unidos. Assim, os Estados Unidos intensificaram suas ações militares e desenvolveram uma economia de guerra no país. Como no dia do ataque os porta-aviões da frota do Pacífico não estavam no porto, ficaram ilesos, assim como o depósito de combustível e as oficinas de reparo que foram poupadas. Isso permitiu que a marinha tivesse sua frota recuperada em um ano.

O Ataque Japonês à Pearl Harbor causaria danos muito maiores para os Estados Unidos caso os depósitos de combustível fossem destruídos, mas mesmo assim a operação foi de êxito para os japoneses, que deixaram os estadunidenses incapazes de ações militares no Pacífico pelos seis meses seguintes. Desta forma, o Japão avançou no sudoeste asiático e no sudoeste do Pacífico, até o Oceano Índico.

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