A Força da Alemanha Nazista

Os primeiros anos da guerra caracterizam-se pela rápida ofensiva e vitória da Alemanha. Utilizando a estratégia do Blitzkrieg (Guerra-Relâmpago) nas linhas de defesa adversárias, inicialmente os tanques blindados avançavam (Panzers), apoiados pela aviação (Luftwaffe), em seguida vinham às tropas de ocupação, consolidando a vitória alemã, após dominarem a Polônia, os alemães conquistaram os seguintes países:

• Dinamarca (Operação Weserübung, nove de abril de 1940): os alemães utilizaram um poderoso ataque combinando forças navais, áreas e terrestres.

• Países Baixos (15 de maio de 1940): a família real fugiu para Londres, formando um governo no exílio para coordenar a resistência contra os alemães.

• Bélgica (28 de maio de 1940): com a rápida chegada dos exércitos alemães, os exércitos ingleses e franceses que combatiam no norte do território belga foram obrigados a se retirar pelo porto de Dunquerque (Batalha de Dunquerque), milhares de franceses foram aprisionados e quase todo o equipamento militar inglês e francês foi tomado pelos alemães.

• Noruega (parte da Operação Weserübung, 10 de junho de 1940): as tropas norueguesas foram vencidas pela superioridade dos armamentos nazistas. O rei da Noruega fugiu para Londres, e o poder foi entregue para Vidkun Quisling, chefe do Partido Fascista norueguês.

A dominação da Dinamarca e Noruega era uma estratégia militar para enviar o ferro desses países às indústrias de armas.

• França (Batalha de França, 14 de junho de 1940): o ataque começou em cinco de junho de 1940, contornando as defesas da Linha Maginot, os alemães invadiram a França e ocuparam Paris, parte do território francês ficou diretamente sob o controle nazista, enquanto na outra parte formou-se um governo que colaborou com os alemães (França de Vichy), comandado pelo marechal Pétain e sediado na cidade de Vichy. Em oposição ao governo de Vichy os grupos Franceses Livres liderados pelo general Charles de Gaulle representava a resistência francesa ao nazismo.



Batalha de Stalingrado ou Batalha de Estalinegrado

Batalha de Stalingrado foi uma operação militar conduzida pelos alemães e seus aliados contra as forças russas pela posse da cidade de Stalingrado (atual Volgogrado), às margens do rio Volga, na antiga União Soviética, entre 17 de julho de 1942 à 2 de fevereiro de 1943, durante a Segunda Guerra Mundial.

A batalha foi o ponto de virada da guerra na frente oriental, marcando o limite da expansão alemã no território soviético, a partir de onde o Exército Vermelho empurraria as forças alemãs até Berlim, e é considerada a maior e mais sangrenta batalha de toda a história, causando a morte e ferimentos em cerca de dois milhões de soldados e civis.

Marcada por sua extrema brutalidade e desrespeito às perdas militares e civis de ambos os lados, a ofensiva alemã sobre a cidade de Stalingrado, a batalha dentro da cidade e a contra-ofensiva soviética que cercou e destruiu todo o 6º Exército alemão e outras forças do Eixo, foi a segunda derrota em larga escala da Alemanha nazista na guerra e a mais decisiva. A partir daí, a ofensiva passou totalmente para as mãos dos soviéticos até a vitória final contra o Terceiro Reich, em 8 de maio de 1945.

Até 1925, "Stalingrado" ou "Estalinegrado", chamava-se "Tsaritsyn", e desde 1961 tem o nome de Volgogrado. Com a mudança de nome, a nomenclatura do memorial dedicado aos defensores da cidade também mudou, mas em 2004, o presidente Vladimir Putin autorizou a mudança da nomenclatura, que hoje encontra-se novamente como Stalingrado.

Batalha de Midway

Batalha de Midway foi uma batalha aeronaval travada em junho de 1942 no Oceano Pacífico entre as forças dos Estados Unidos e do Japão durante a Segunda Guerra Mundial, seis meses depois do ataque japonês a Pearl Harbor, que marcou o início da Guerra do Pacífico.

O resultado da batalha foi uma decisiva e crucial vitória para os norte-americanos, lembrada como o mais importante confronto naval da Segunda Guerra, marcando o ponto de virada no conflito e causando aos japoneses a perda de quatro porta-aviões e um cruzador de sua frota, além de duzentos pilotos navais, na frustrada tentativa de invadir e ocupar o atol de Midway, enfraquecendo permanentemente sua capacidade de combate no mar e no ar e lhes retirando a iniciativa militar pelo resto da guerra.

O Dia D – Desembarques da Normandia

O dia 6 de junho de 1944 é uma das datas mais importantes da Segunda Guerra Mundial. Naquela ocasião, uma vanguarda de 175 mil soldados anglo-saxão (americanos, ingleses e canadenses) desembarcaram corajosamente nas praias da Normandia para libertar a França da ocupação nazista.

Devido ao volume impressionante de navios de guerra, embarcações de transporte de tropas e aviões dos mais variados tipos e modelos, seguramente o Dia-D, o começo da Segunda Frente, deve ser considerado como a maior invasão aeronaval que a história até então conheceu.

A palavra final foi dada pelo oficial meteorologista James Stagg. Apesar do mau tempo predominante naqueles começos de junho de 1944, carregado de nuvens e chuvas intermitentes, haveria uma pausa no dia 6, assegurou ele ao general Eisenhower. Sofrendo os dissabores dos enjoos do mar, as tropas já estavam nos porões das 3.000 embarcações que balouçavam ao sabor das ondas nas costas da Inglaterra.

A invasão do continente europeu, a maior da história, batizada como Operação Overlord, tinha sido minuciosamente preparada pelo alto comando aliado. Era parte de um poderoso torno de aço composto pelos exércitos anglo-americanos e soviéticos (que se deslocavam do leste), que se fechava sobre a Europa ocupada pelos nazistas. O supremo comandante aliado, o general Eisenhower, e o comandante das operações, marechal Montgomery, dispunham de dois milhões de soldados prontos para tudo tendo à disposição o que havia de melhor no material de guerra.

O objetivo do assalto, segundo o general Eisenhower, “era a ambição de que forças terrestres e aerotransportadas ocupassem a costa entre Le Havre até a península de Cotentin (ambos na Normandia francesa), e, a partir do sucesso em formar cabeças de praia com portos adequados, dirigir-se ao longo das linhas do rio Loire e do Sena diretamente para o coração da França para destruir o poder alemão e libertar a França.”

Naquela madrugada do dia 6, a vanguarda composta por 175 mil soldados, organizados em dois grandes exércitos (o US 1st Army sob comando do general Omar Bradley, e o GB 2st Army liderado pelo general Miles Demsey), levados por navios transportes, atravessaram o Canal Inglês ( Canal da Mancha) para desembarcarem de surpresa no litoral francês.

A Muralha do Atlântico

Desde 1942, Hitler, com 65% das suas divisões de combate lutando no oriente contra os soviéticos, decidira proteger a fronte ocidental erguendo uma série de casamatas no litoral do Atlântico: a Muralha do Atlântico. Cobriria a costa da Noruega até o norte da Espanha. Pronta, a Atlantic Wall lembraria um colar de cimento e ferro com bunkers construídos a cada 300 metros, aparelhados com canhões navais de 152 mm. Capazes de expulsar ou manter a distância qualquer barco mais ousado.

Ainda 58 divisões participavam da guarda, sendo que 10 delas eram divisões Panzer. Caso o inimigo ultrapassasse a primeira linha fortificada, era o plano do general Erwin Rommel, os tanques seriam deslocados rapidamente para vedar a brecha e fazê-los retroceder de volta à praia. Para o OKW, o alto comando alemão, a dúvida era saber por onde exatamente os aliados fariam o seu desembarque. Hitler acertou no alvo. Ao contrário do que sustentava o marechal von Rundstedt, de que os invasores viriam pelo estreito de Calais, que era o caminho mais curto, percebeu que os aliados precisariam de um grande porto, e este ficava em Cherburgo na Normandia.

A maior invasão naval da história

Na madrugada do dia 6, mais de 800 aviões conduzindo a bordo três divisões aerotransportados anglo-americanos, lançaram tropas paraquedistas atrás das defesas alemãs, exatamente para desbaratar a estratégia de Rommel, fazendo a maior confusão possível. Ao amanhecer, exatamente às 6.30 h. deu-se a vez dos lanchões de desembarque. Milhares deles apareceram na frente das cinco praias previamente acertadas (seus codinomes eram Omaha,Utah, para os americanos; Juno, Gold, Sword para os anglo-canadenses).

As sentinelas alemãs ficaram atônitos ao se depararem em meio a névoa matinal que se dissipava com um horizonte tomado por embarcações. Em seguida, um calor dos infernos abateu-se sobre eles. Do mar, 500 navios de guerra abriram as baterias contra as linhas de defesa. Do alto, despencavam toneladas de bombas dos 10 mil aviões que participavam da operação. Um dilúvio de explosões praticamente paralisou-lhes a resistência.

Nos dias seguintes, o trabalho da força aérea aliada, da USAF e da RAF, foi seccionar a Normandia do restante da França por meio de bombardeios seletivos que destruíram todas as pontes sobre o rio Loire e o rio Sena. Isoladas, as guarnições alemãs que resistiam à invasão ficaram impedidas de receber reforços das Divisões Panzer que estavam aquarteladas em outros lugares.

Mesmo assim, com poderosa cobertura aérea e naval, avançar pelas praias naquele dia do desembarque estava longe de ser um sossego. Nas falésias da Normandia, emboscadas, as metralhas alemãs sobreviventes varriam tudo o que se mexesse. Que bravura teve que mostrar os soldados aliados. Quando se abria a frente do Higgins boat, o lanchão de desembarque, eles eram recebidos às rajadas e a balaços precisos disparados das casamatas, enquanto explosões de morteiros levantavam água e espuma ao redor deles. Se bem que a maioria dos soldados estivesse na faixa dos 22-23 anos e serviam no exército já há dois ou três anos, milhares deles nunca haviam disparado um tiro sequer a valer. E assim, tensos, foram jogando-se na areia abrindo caminho com muita coragem para por um fim naquele açougue em que a Europa se transformara. Setenta dias depois, no dia 25 de agosto de 1944, em meio à multidão doida de felicidade, eles entravam em Paris.

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