A pré-história corresponde ao período da história que antecede a invenção da escrita, desde o começo dos tempos históricos registrados até aproximadamente em 3500 a.C. É estudada pela antropologia, arqueologia e paleontologia. Também pode ser contextualizada para um determinado povo ou nação como o período da história desse povo ou nação sobre o qual não há documentos escritos. Assim, no Egito, a pré-história terminou aproximadamente em 3500 a.C., embora algumas culturas da Idade da Pedra tenham coexistido com as civilizações após essa data e algumas tribos ágrafas ainda existam em locais remotos.

A transição para a "história propriamente dita" se dá por um período chamado proto-história, que é descrito em documentos ligeiramente posteriores ou em documentos externos. O termo pré-história mostra, portanto, a importância da escrita para a civilização ocidental.

Foi uma importante fase, pois o homem conseguiu vencer as barreiras impostas pela natureza e prosseguir com o desenvolvimento da humanidade na Terra. O ser humano foi desenvolvendo, aos poucos, soluções práticas para os problemas da vida. Com isso, inventando objetos e soluções a partir das necessidades. Ao mesmo tempo foi desenvolvendo uma cultura muito importante. Esse período pode ser dividido em duas fases: Paleolítico e Neolítico.



Paleolítico

O Paleolítico é conhecido como o mais extenso período da história humana, pecorrendo de aproximadamente 2,7 milhões de anos até 10.000 a.C. Sem técnicas muito sofisticadas, os grupos humanos dessa época desenvolviam hábitos que facilitavam sua sobrevivência em meio às dificuldades impostas pela natureza.

Nesse período, as baixas temperaturas da Terra obrigavam o homem a viver sob a proteção das cavernas e com isso, surge uma das mais importantes descobertas dessa época, o fogo. Com esse poderoso instrumento, os homens pré-históricos alcançaram melhores condições de sobrevivência mediante as severas condições climáticas. Além disso, o domínio do fogo modificou os hábitos alimentares humanos, com a introdução da caça e vegetais cozidos.

Sem contar com técnicas de produção agrícola, o homem era nomade, vivia deslocando-se por diversos territórios e utilizavam dos recursos naturais à sua volta. Depois de consumi-los, migravam para regiões que apresentavam maior disponibilidade de frutas, caça e pesca. Para fabricar suas armas e utensílios, os homens faziam uso de osso, madeira, marfim e pedra. Em razão dessas características da cultura material do período, também costumamos chamar o Paleolítico de Período da Pedra Lascada.

Por volta de 40 mil anos, os povos do paleolítico começaram a viver em grupos mais populosos. Ao mesmo tempo, começaram a criar novas moradias feitas a partir de gravetos e peles de animais. Uma das grandes fontes de compreensão desse período é encontrada nas paredes das cavernas, onde se situam as chamadas pinturas rupestres. Nelas temos informações sobre o homem pré-histórico referente à suas ações cotidianas.

No fim do Paleolítico, uma série de glaciações transformou as condições climáticas do mundo. As temperaturas tornaram-se mais amenas e, a partir de então, foi possível o processo de fixação dos grupos humanos. Com isso, uma série de mudanças marcou a passagem do período Paleolítico para o Neolítico.


















Neolítico

O Neolítico, também conhecido como Idade da Pedra Polida, é um período da Pré-História que compreende o espaço de tempo entre 10000 a.C. e 4000 a.C. O nome foi dado em referência ao fato de que, nesta fase, o homem aprendeu a polir as pedras e a fabricar instrumentos mais eficientes, como machados, lâminas de corte, serras, entre outros.

Neste período, o homem pré-histórico deu um dos passos mais importantes para seu desenvolvimento ao descobrir a agricultura. Assim, encontrou uma nova forma diferente e relativamente não esgotável de obtenção de alimentos, deixando de ser nômade para ser sedentário, isto é, passando a ter um habitat fixo. Os primeiros grupos e aldeias foram criados nas proximidades dos rios, visto que as terras dessas regiões eram mais férteis.

O clima da Terra no Neolítico era bastante diferente do Paleolítico. De fato, a crosta terrestre se aqueceu, findando a Era Glacial. Isso permitiu a formação de rios e desertos. Foi nessa fase que se iniciou a divisão do trabalho e a diferenciação social. Os homens se dedicavam à caça e as mulheres à agricultura e à educação das crianças. Surge também o comércio.

O homem do Neolítico utilizava os métodos de trocas, uma vez que a moeda ainda não havia sido criada. Além disso, desenvolvem técnicas de tecelagem e moagem, a roda e a tração animal, inovações que facilitaram bastante sua vida. Uma vantagem destes avanços tecnológicos foi a utilização de roupas de lã negra e de pele de cabra.

Australopithecus

Os australopitecos tinham cérebros maiores, pernas mais longas, braços menores, e traços faciais mais parecidos com os nossos. Os australopithecus viviam em grupos constituídos por várias dezenas de indivíduos, que viviam em constante deslocamento. Os grupos dispersavam-se quando a seca chegava e a comida escasseava. Os australopithecus tinham provavelmente o conceito de casais, mas não o de família.

O gênero Homo

Há 2,5 milhões de anos surge o gênero Homo, Homo habilis na África oriental, que começam a usar ferramentas de pedra totalmente feitas por eles e a carne passa a ser mais importante nas suas refeições. Eram caçadores, mas também eram herbívoros. Eles tinham um cérebro maior e braços compridos.

Capacidade de comunicação

A origem da fala humana tem sido muito controversa. Mas apesar do Homo habilis e Homo erectus já terem alguma, houve uma evolução há possivelmente 250 mil anos atrás, mas o grande salto em frente só ocorreu há 40 mil anos, quando os seres humanos modernos desenvolveram uma linguagem semelhante à nossa.

Charles Robert Darwin - (12 de fevereiro de 1809 — Downe, Kent, 19 de Abril de 1882)

Foi um naturalista britânico que alcançou fama ao convencer a comunidade científica da ocorrência da evolução e propor uma teoria para explicar como ela se dá por meio da seleção natural e sexual. Esta teoria culminou no que é, agora, considerado o paradigma central para explicação de diversos fenômenos na biologia. Foi laureado com a medalha Wollaston concedida pela Sociedade Geológica de Londres, em 1859.

Darwin começou a se interessar por história natural na universidade enquanto era estudante de Medicina e, depois, Teologia. A sua viagem de cinco anos a bordo do brigue HMS Beagle e escritos posteriores trouxeram-lhe reconhecimento como geólogo e fama como escritor. Suas observações da natureza levaram-no ao estudo da diversificação das espécies e, em 1838, ao desenvolvimento da teoria da Seleção Natural. Consciente de que outros antes dele tinham sido severamente punidos por sugerir ideias como aquela, ele as confiou apenas a amigos próximos e continuou a sua pesquisa tentando antecipar possíveis objeções. Contudo, a informação de que Alfred Russel Wallace tinha desenvolvido uma ideia similar forçou a publicação conjunta das suas teorias em 1858.

Em seu livro de 1859, "A Origem das Espécies" (do original, em inglês, On the Origin of Species by Means of Natural Selection, or The Preservation of Favoured Races in the Struggle for Life), ele introduziu a ideia de evolução a partir de um ancestral comum, por meio de seleção natural. Esta se tornou a explicação científica dominante para a diversidade de espécies na natureza. Ele ingressou na Royal Society e continuou a sua pesquisa, escrevendo uma série de livros sobre plantas e animais, incluindo a espécie humana, notavelmente "A descendência do Homem e Seleção em relação ao Sexo" (The Descent of Man, and Selection in Relation to Sex, 1871) e "A Expressão da Emoção em Homens e Animais" (The Expression of the Emotions in Man and Animals, 1872).

Em reconhecimento à importância do seu trabalho, Darwin foi enterrado na Abadia de Westminster, próximo a Charles Lyell, William Herschel e Isaac Newton. Foi uma das cinco pessoas não ligadas à família real inglesa a ter um funeral de Estado no século XIX.


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